José
Um novelo de medo e angústia
Brincando de roda com o desespero.
Um traço patético, estúpida astúcia.
Mergulhado em lamúria por inteiro.
Tolice, ainda há esperança.
Loucura, ainda há solução.
Oculta na mão trêmula da criança
esquecida peito a dentro, ilusão.
Fantasia o lugar de onde venho
com ternura a embalar.
melancolia em disfarce o que tenho
namorada perfeita ao luar.
Suposto poeta, triste e frustrado.
Vagueando solitário vida afora.
Observando o caos do mundo, deslocado.
À procura da rima final.
J. C. Santos
domingo, 25 de julho de 2010
Texto de um amigo - JC Santos
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Marcadores: Escritos Alheios.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
...
Era já bem tarde,
na casa todo dormiam.
E ela estava sozinha
numa cidade cheia de gente.
O silêncio reinava ali.
Apesar da dor que ela sentia,
do terror que a assolava,
do medo que dominava seu corpo trêmulo.
Seu sangue manchando as cobertas
lhe mostrava que era chegada a hora.
A hora de prestar conta
de todos os seus pecados.
Ela se deixaria levar
sem nenhuma palavra ser dita...
Estava tudo acabado.
Apenas chora um corpo caído no chão.
Karlla Kathariny Rios - Florianópolis, 25 de abril de 2010
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Ah! A Copa da Mundo... Ah! O Futebol...
O Brasil é um país engraçado. Em ano de Copa não se fala em outra coisa. Só se respira; come; vive futebol. Não há outra época em que tanto brasileiros tenham tanto orgulho de sê-lo. Como se só prestássemos pelo nosso futebol. Tudo bem. Não digo que o Brasil seja um país incrível. Mas ele tem lá seus valores além das quatro linhas.
"Mas afinal, a gente veio aqui pra encher linguiça ou falar de futebol?" Talvez diga um mais exaltado. Ok, ok. Vamos ao tal. Afinal, admito que adoro futebol.
Os lances, as jogadas, os dribles, as faltas. Os cartões vermelhos mal aplicados. As unhas roídas, os gritos aflitos, a respiração presa na hora do penalti.
Os jogadores, os guerreiros. As torcidas, os sofredores. O árbitro-amigo, o juiz ladrão. O chute na trave; o chute na mão do goleiro; o chute, o gol.
O suor, a exaustão, a força, a vontade, a determinação.
A lágrima que corre por todo tipo de emoção. Alegria, dor, raiva, frustração, alívio, orgulho, admiração.
A vitória. A derrota. O apito final.
Ah! o Futebol... Ah! A Copa do Mundo...
Como diz o comercial de uma famosa rede de lanchonetes:
AMO MUITO TUDO ISSO!
Karlla Kathariny Souza Rios - Florianópolis 20/06/2010.
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